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Archive for abril \30\UTC 2009

conhecimentos20gerais201Está cada vez mais comum encontrar pessoas que falam muito bem sobre generalidades. Elas têm conhecimento sobre todos os assuntos do dia, desde a queda da bolsa de valores, passando pelas mortes ocasionadas no trânsito e até quanto custa uma viagem de turismo ao espaço. A internet, uma verdadeira biblioteca virtual, traz as noticias em tempo real, deixando bem informado qualquer cidadão durante todo o dia.

Acesso a informação não é mais privilégio de ninguém. Pobre, rico, criança, idoso, homem, mulher, latino, europeu, estamos todos a um click das noticias, entretenimento, jogos e o próprio trabalho. Destaque para a geração digital.  .

Ela é composta por jovens de até 17 anos, onde a internet é a principal via para suas pesquisas, relacionamentos, comunicação, estudos, namoros, partilhas e entretenimento.  Cedo, pela manhã, já vasculharam a rede, responderam emails, verificaram seus orkuts, assistiram ao ultimo vídeo do Youtube, fizeram uma rápida busca no google e se inscreveram no torneio mundial de matemática à distancia.  Tudo que acessam é de maneira rápida, onde as chamadas são mais importantes que o conteúdo. É uma geração que tem uma inegável visão de 360º da superfície. É o que chamo de geração navio !

sabedoriaQuem não faz parte desta geração, até os 17 anos pesquisou pela Barsa, se comunicou por cartas, leu o jornal da banca, assistiu a filmes pela TV e participou de torneios presenciais e brincou de carrinho ou boneca.  Alguns, mais afortunados, tiveram a oportunidade de trabalhar com a planilha Lótus 123.  Lia-se todo o texto, até o fim.  Transcrevia-se à mão a pesquisa para um caderno, recortavam-se artigos de jornais e revistas com a responsabilidade de debatê-los em sala de aula. O acesso a informação era restrito, mas o conhecimento do contexto era maior. Esses são parte da geração que tem uma inegável visão de profundidade. É o que chamo de geração submarino !

E daí ? Você deve estar pensando… E daí que, a geração digital, está começando sua inserção no mercado de trabalho.  Porém, são os profissionais da geração “profundidade” que contratam.  Uma gerente de RH me confidenciou que durante as entrevistas, uma pessoa da geração digital discorre com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro.  São versáteis, rápidos e decididos sobre o que querem.

duelo-entre-mim-ePorém, quando confrontados com perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, fazem cara de desentendidos ou dão respostas vagas sobre os assuntos. Essa gerente disse ainda que eles têm dificuldade para analisar as informações e sofrem com a necessidade de ter que iniciar em uma função que não esteja à altura deles.

Diante de tudo isso, acredito que no futuro, estas duas gerações entrarão em conflito no ambiente de trabalho. Por um lado, a geração “submarino”. Ela, no comando das empresas, exigindo análise detalhada do contexto para tomada de decisões na empresa. E, por outro lado, a geração “navio”, impaciente e acostumada a respostas na velocidade do Google, exigindo objetividade da liderança das organizações.

Mas um fato novo está acontecendo a despeito de tudo isso. As empresas estão chamando de volta muitos daqueles que foram considerados descartáveis: Os mais velhos! Talvez a resposta não esteja na profundidade ou na superfície, mas na sabedoria. A sabedoria é a visão de cima.

E daí ? Você é submarino ou navio ?

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“Groundswell é uma mudança radical no comportamento das pessoas; usam a tecnologia para buscar em outras pessoas, e não mais nas empresas, muitas das coisas que precisam.” Charlene Li e Josh Bernoff

Don Tapscott é um dos mais festejados autores da economia digital. Comanda a empresa de consultoria New Paradigm e Anthony D. Williams é o diretor da área de pesquisa da empresa. Juntos escreveram o segundo livro mais importante sobre o novo e admirável mundo em que estamos ingressando. O primeiro é o “Mundo Plano”. E o segundo, o de Tapscott e Williams, ”Wikinomics”. Leitura mais que obrigatória.

Neste comentário, uma pequena amostra da visão dos autores sobre esse novo mundo e nova economia – “Wikinomics” – onde o conceito de propriedade intelectual se esfacela, onde o local de trabalho é o mundo, onde a senha de sucesso é colaboração.

Os sete modelos de colaboração:

1 – Pioneiros do Peering – pessoas que trouxeram para este novo mundo os softwares de código aberto (que todos podem usar sem nenhum custo desde que concordem em abrir para todos as suas contribuições). Um ótimo exemplo, a infinitamente maior enciclopédia do mundo, Wikipédia.
 
2 – Ideágoras – ilhas virtuais para onde convergem pessoas de todo o mundo dentro de uma determinada especialização e conhecimento que possam contribuir. A Procter & Gamble, por exemplo, recorre a essas ilhas no desenvolvimento de produtos, onde se encontra um capital de talento 10 vezes mais qualificado que toda a sua equipe de trabalho.
 
3 – Prosumers – nós, novos consumidores, que queremos interagir e ajudar no aperfeiçoamento de produtos e serviços. Prosumers vêm de consumidores pró-ativos. Consumidores que não abrem mão do direito de aperfeiçoar e modificar o que compram.
 
4 – Os Novos Alexandrinos – redes sociais que se formam na internet em torno de determinados assuntos, abertas, onde todos podem participar e compartilhar suas experiências.
 
5 – Plataformas para Participação – empresas que abrem totalmente todos os seus códigos e sistemas onde parceiros de todos os tipos possam compartilhar dessas propriedades e contribuírem com aprimoramentos e novas conquistas – produtos, serviços, negócios.
 
6 – Chão de Fábrica Global – o chão de fábrica das empresas não se situa mais em uma única fábrica e nem mesmo nas fábricas. São móveis, mutantes, evolutivos, e se reposicionam a todos os momentos nos locais – físicos e virtuais – que se revelarem mais adequados. No novo chão de fábrica global, os quase 7 bilhões de habitantes podem ser operários.
 
7 – O Novo Local de Trabalho – não é mais nossa mesa, cadeira, computadores, canetas, lápis e tudo o mais. É o mundo. Vamos trabalhar todos os dias, a cada novo dia, onde for mais conveniente em função da tarefa específica que estamos realizando. O novo local de trabalho é onde se encontra a melhor solução e nunca mais onde estão seus móveis e equipamentos.

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A transmissão para novas plataformas que se tornaram possíveis com o advento da televisão digital está na pauta da Rede Globo, que inicia nesta semana testes finais para levar seu conteúdo para telas em ônibus, metrô, trens, táxis e telefones celulares.

O diretor geral da emissora, o executivo Octávio Florisbal explicou que a exposição do conteúdo e da forma ainda depende de estudos definitivos. A emissora está mantendo negociações com as empresas que exploram mídias com mobilidade e portabilidade para definir modelo de negócios cuja base de remuneração será a publicidade. Nos telefones celulares, basta o consumidor ter aparelho com acesso ao sinal de TV para ter a programação à disposição. Nas telas em ônibus, por exemplo, ainda se discute o tempo da programação, mas elas têm capacidade para exibir a programação completa, como destacou o engenheiro Fernando Bittencourt, diretor da área de tecnologia da Rede Globo.

“Vamos ampliar a audiência com essas novas plataformas podendo transmitir a nossa programação que já chega a 55 milhões de lares em todo o País. Existem alguns desafios, como a qualidade do som, mas os estudos estão bem avançados. Temos que entender que o Brasil tem atualmente 12 milhões de lares com acesso à internet com banda larga e 150 milhões de celulares. A portabilidade e a mobilidade exigem que as TVs estejam com seus conteúdos disponíveis nesses meios”, disse Florisbal que afirmou que a Rede Globo teve crescimento de 13% no exercício de 2008 e que espera que as receitas tenham elevação de 8% neste ano, com a inflação já embutida.

Florisbal disse ainda que o barateamento dos celulares com acesso à TV vai ser divisor de águas na estratégia. “Para o Dia das Mães, têm fabricantes prometendo o equipamento por R$ 390. E a tendência é de baixar ainda mais o valor do produto”, acrescentou.

Florisbal comentou o balanço da Globo Comunicações e Participações, holding que controla a Rede Globo de Televisão, no qual a emissora exibe receitas de R$ 7,6 bilhões com publicidade “Foi um ano muito bom. Neste ano queremos ter desempenho semelhante, mas já sabemos que as despesas serão maiores. Por isso, estamos estimulando maior qualidade nos orçamentos para não comprometer o resultado. O primeiro trimestre deste ano, contrariando uma série de previsões negativas, foi excelente.

O segundo trimestre deverá ser mais moderado e o segundo semestre vai dar o equilíbrio final”, ressaltou o diretor geral da Rede Globo durante a apresentação da programação de 2009, que terá início na próxima segunda-feira com a novela “Caras & Bocas” e retorno de programas como “Casseta & Planeta” e “Toma lá da cá”.

Audiência é ponto nevrálgico na estratégia das emissoras de televisão. A Rede Globo quer recuperar a média de 22% do share obtido entre 1997 e 2007 nos mercados que integram o PNT (Painel Nacional de Televisão) composto por 14 mercados auditados com o aparelho people meeter do Ibope/Nielsen e que a partir do segundo semestre passará a contar com a cidade Goiânia. O pico de audiência desde que o PNT foi implantado na década de 90 foi o ano de 2006 com média de 24%. No ano passado a Rede Globo teve 19% do share de audiência.

“Este ano queremos chegar a 21%, mas o sonho é repetir 2006. Estamos atentos à concorrência e a melhor arma é fazer uma grade de programação com maior qualidade ainda. Essa diminuição, porém, não teve interferência na performance comercial. As agências fazem seus planos de mídia com base nas audiências por target”, justificou Florisbal.

A saudabilidade financeira é destacada por Floribal. Ele lembra que no início do ano 2000 a empresa chegou a cancelar seus pagamentos para promover reestruturação. Os débitos, segundo ele, foram provocados pelos investimentos na implantação da rede a cabo. “Devíamos US$ 2,6 bilhões, mas já pagamos U$ 2 bilhões. O restante pode ser pago até o ano de 2022. Temos US$ 2 bilhões em caixa e poderíamos quitar, mas como temos a alternativa de pagar US$ 5 milhões a cada mês, optamos pelo escalonamento”, ponderou Florisbal que vai manter o plano de investimentos de US$ 100 milhões por ano como prevê o plano trienal. A Rede Globo vai construir até 2011 um novo prédio no Rio de Janeiro, outro em Brasília e também em São Paulo.

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grav_porta_aberta_ve_ceuFoi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

– Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos ?

– No céu.

– No céu ?…

– É.

– Tipo assim… o céu, CÉU…! Aquele com querubins voando e coisas do gênero ?

– Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

– Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

– É ? E como é que eu marco uma audiência ? Ele tem secretária ?

– Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

– Assim ?

(…)

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– Pois não ?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

– Bom dia. Muito prazer. Bel as sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…

– Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio ?

– Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo ‘executiva’ ?

– Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

– Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

– É mesmo ?

– Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê ?

– Ah, não sabemos.
– Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

– Que interessante…

– É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

– !!!…???…!!!…???…!!!

– Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe, certo ?

– Sobre todas as coisas.

– Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.

– Incrível !

– É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro.. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.

– Impressionante !

– Isso significa que podemos partir para a implementação ?

– Não. Significa que você terá um futuro brilhante… se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno…

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firjan7Desde o dia 3 de fevereiro os 700 mil funcionários públicos paulistas passaram a ter um canal exclusivo na internet para relacionamento, colaboração, discussões e aperfeiçoamento profissional. A Secretaria Estadual de Gestão Pública, por meio do Grupo de Apoio Técnico à Inovação (Gati), colocou no ar o portal da Rede Paulista de Inovação em Governo, conhecida como Rede iGovSP.

A proposta do portal é aproveitar o potencial de produção colaborativa da web 2.0 para divulgar e reproduzir boas práticas de gestão na administração pública e, ao mesmo tempo, incentivar a participação do servidor público, em especial dos que sugerem e executam ações localizadas e bem-sucedidas em seu ambiente de trabalho.

A Rede iGovSP também vai se integrar aos muitos serviços existentes na internet que produzem conhecimento de modo colaborativo, como a Wikipedia e o YouTube. Para isso, utiliza as ferramentas sociais da web 2.0, como blogs, wikis, comunidade virtual, fóruns de discussão e os serviços de mensagens curtas (SMS) por celular.

O portal (www.igovsp.net) traz notícias nos formatos de texto, podcast e vídeo. Um dos destaques é a comunidade virtual nósGov, semelhante ao site de relacionamento Orkut, que permite ao participante postar imagens e vídeos pelo celular.

Todos os serviços oferecidos são gratuitos e tutoriais passo a passo ajudam o usuário iniciante a se familiarizar com as ferramentas. A maioria das lições é transmitida por meio de vídeos curtos e ensinam tarefas simples, como criar um blog e postar comentários e fotos; produzir, editar e publicar vídeos e podcasts na internet; estruturar um wiki; fazer um perfil e interagir em comunidades virtuais e listas de discussões.

Inteligência coletiva

Roberto Agune, coordenador do Gati, aposta no compartilhamento de informações e na criação coletiva “como um meio para inovar, desburocratizar e aprimorar a gestão pública”. Segundo ele, o funcionário detém o conhecimento dos processos internos e dos serviços prestados pelo estado. “A meta é preservar e disseminar este saber acumulado, muitas vezes perdido com a aposentadoria de servidores. A ideia é aproveitar esse conhecimento para fortalecer o aprendizado e facilitar o trabalho das futuras gerações. E, em paralelo, incentivar órgãos, repartições e secretarias a identificar, planejar e executar ações neste sentido”, explica Agune.

A Rede iGovSP é uma ação estadual pioneira no país e é parte do Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), instituído em 2004, que capacitou 10 mil gerentes públicos. Promove, desde 2006, ciclos de palestras e oficinas de criatividade para os servidores estaduais.

Mais da metade dos servidores paulistas têm curso universitário e 25% deles pós-graduação em conclusão ou em andamento. “É um capital humano bem-formado, que deve evoluir ainda mais por agora dispor de um ambiente próprio para compartilhar informações”, prevê José Antônio Carlos, consultor do Gati.

“Há muitas oportunidades para inovar em serviços públicos estaduais, como escolas, hospitais e presídios”, aponta Álvaro Gregório, também integrante do Gati. Como exemplo, cita a própria Rede iGovSP, construída sem custos por usar ferramentas de uso gratuito (software livre) disponíveis na internet, que também são as mais populares.

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metapostEm maio/2008 um grupo de acadêmicos, consultores, empreendedores de renome se reuniram e desenvolveram um mapa da reinvenção da gestão, definindo grandes metas para a administração promover a sua revolução.

Esse grupo, liderado pelo Gary Hamel (*) se entitularam de Brigada de Renegados e se focaram em responder as seguintes perguntas:
a) Que providências devem ser tomadas para criarmos organizações realmente preparadas para o futuro ?
b) Que prioridades seríam críticas para os pioneiros dessa administração do futuro ?

As grandes metas definidas por eles foram:
01) Garantir que o trabalho de gestão sirva a um propósito maior
02) Inserir plenamente a idéia de comunidade e cidadania em sistemas de gestão
03) Reconstruir as bases filosóficas da administração
04) Eliminar patologias da hierarquia
05) Diminuir o medo e aumentar a confiança
06) Reinventar os meios de controle
07) Redefinir o papel da liderança
08) Ampliar e explorar a diversidade
09) Reinventar a criação da estratégia como processo emergente
10) Desestruturar e desagregar a organização
11) Reduzir drasticamente o apelo do passado
12) Dividir o trabalho de definir rumos
13) Estabelecer indicadores holísticos
14) Ampliar horizontes de tempo e perspectivas de executivos
15) Criar uma democracia de informação
16) Fortalecer renagados e desarmar reacionários
17) Ampliar o escopo da autonomia pessoal
18) Criar mercados internos de idéias, talentos e recursos
19) Despolitizar a tomada de decisões
20) Otimizar melhor trade-offs
21) Explorar ainda mais a imaginação humana
22) Viabilizar comunidades de “paixão”
23) Reaparelhar gerentes para um mundo aberto
24) Humanizar linguagem e prática dos negócios
25) Recapacitar mentes gestoras

(*) Gary Hamel é atualmente professor convidado de Estratégia e Gestão Internacional da London Business School, co-fundador da consultora internacional Strategos e diretor do Management Innovation Lab. Tem escrito artigos para jornais e revistas na área da gestão como, por exemplo, a Harvard Buiness Review, o Wall Street Journal e o Financial Times. Gary Hammel é considerado o guru da estratégia pela revista Economist, o maior especialista em estratégia de negócios pela revista Fortune e um inovador da gestão sem par pelo jornal Financial Times.

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incubadora_ovoO prazo para as inscrições no Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), que vai conceder R$ 120 mil em recursos não-reembolsáveis a empresas inovadoras nascentes, termina no próximo dia 30 de abril.  É grande o interesse de empresas incubadas em concorrer ao financiamento, que já está sendo considerado um pacote contra a crise econômica no setor. Até agora, cerca de 700 empresas já se inscreveram, o que representa 3,4 mil postos de trabalho.
 
Em todo o Brasil, são 17 as incubadoras-âncora operando o Prime. Elas recebem as propostas de empresas com até dois anos de vida,  selecionam as melhores e repassam os recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
 
Uma delas é o Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (Celta), vinculado à Fundação Certi (Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), de Florianópolis, Santa Catarina. O diretor da incubadora, Tony Chierighini, destaca o grande interesse que o programa despertou. São 200 acessos diários ao formulário de inscrição, além de dezenas de ligações e e-mails. De acordo com Chierighini, 400 projetos devem concorrer aos R$ 120 mil através do Celta.
 
“No contexto em que vivemos, um programa como este possibilita a consolidação real de uma nova empresa e a geração de, pelo menos, quatro empregos diretos. O Prime é  um pacote anticrise do nosso setor”, diz o diretor.
 
Já no sul de Minas Gerais, em Santa Rita do Sapucaí – região conhecida como “Vale da Eletrônica” – a incubadora do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) investiu pesado em divulgação. O gerente da incubadora, Rogério Abranches, perdeu as contas de quantas entrevistas, reportagens e chamadas sobre o Prime foram veiculadas na mídia regional. Na afiliada da TV Globo, foram quinze dias de chamadas comerciais, todos os dias.
 
“O nosso objetivo era ter, pelo menos, 75 empresas inscritas”, diz Abranches. A estratégia de marketing funcionou. De acordo com ele, 70 empresários concluíram o mini-curso de orientação, onde aprenderam a preencher o formulário.
 
Abranches diz que uma característica importante do Prime é a de permitir que o empresário se auto-remunere. “Além da falta de noções administrativas, outro problema das empresas nascentes é a falta de recursos, que impede o cientista de se dedicar ao projeto em tempo integral”, explica. “Vejo alguns exemplos de projetos brilhantes que dificilmente teriam chance de prosperar não fosse pelo Prime”, conta ele.
 
O Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), que fica em Manaus, no Amazonas, também investiu pesado em divulgação. O objetivo do diretor executivo do Cide, Eduardo Pedro, é alcançar a marca de  600 inscrições até o dia 30. “Temos um pessoal de telemarketing, que procura as empresas oferecendo ajuda na inscrição do projeto; funcionários que viajam para dar palestras em outros estados; equipes que ficam à disposição, toda sexta-feira, no auditório do Cide, para tirar eventuais dúvidas; além de milhares de panfletos, cartazes e vinte outdoors espalhados pela região”, diz.
 
Na opinião do diretor, apesar da adoção de uma linguagem mais simples no edital, os empresários acabam cometendo equívocos na hora de preencher inscrever seus projetos. Ele alerta que o cadastro deve ser feito tanto no site da incubadora como no Portal Inovação, que fica dentro do site do Ministério da Ciência e Tecnologia. São alguns questionários detalhados – mas simples – que precisam ser respondidos adequadamente. Caso contrário, a inscrição é invalidada. “O empresário pode e deve nos pedir ajuda. Estamos à disposição. Se deixar tudo pra última hora, complica”, diz Pedro.
 
Para o diretor, o Prime garante estabilidade e verba nos primeiros anos da empresa – elementos determinantes para o seu sucesso. “Se a empresa começa bem, com um gestor qualificado e um cientista livre para desenvolver sua idéia, ela deslancha”, diz. Neste ano, a FINEP direcionou R$ 230 milhões em recursos para o Programa. Até 2011, primeira fase do Prime, a Financiadora planeja liberar R$ 1,3 bilhão para cerca de 1.900 empresas. Conheças as 17 incubadoras que operam o Programa Primeira Empresa Inovadora:
 
Cietec (SP)
Fipase (SP)
FVE/Univap (SP)
Biominas (MG)
Fumsoft (MG)
Inatel (MG)
Coppe/UFRJ (RJ)
InstitutoGênesis (RJ)
BioRio (RJ)
Celta (SC)
InstitutoGene (SC)
PUC/Raiar (RS)
Faurgs/CEI (RS)
Cide (AM)
Parque Tecnológico da Paraíba (PB)
Cesar (PE)
Cise (SE)

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