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Archive for the ‘Textos e achados relevantes’ Category

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A inovação é um “valor” cada vez mais presente na comunicação institucional das organizações. No entanto, na prática, muitas vezes não passa de uma expressão de desejo, carecendo do devido respaldo na cultura organizacional.

Nos últimos meses, é notória a intensificação do interesse em tornar as organizações “realmente inovadoras”, seja como panacéia para superar a crise atual ou como evolução inevitável de um mundo global. No entanto, pouco se fala da natureza relacional da inovação e da importância de contar com instrumentos científicos para diagnosticar e gerir as redes sociais da qual ela emerge.

Sabe-se que todos nós temos, pelo menos uma vez na vida, uma idéia genial. Mas, fatores como o isolamento, o tempo e o contexto adversos, dificultam o desenvolvimento e a aplicação das idéias individualmente gestadas.

Por sua vez, as organizações, tem a vantagem potencial de estabelecer complexas redes de colaboradores e stakeholders, constituindo um verdadeiro “super-organismo” vivo e em constante evolução. Nele, a capacidade de achar novas soluções e novos nichos não deveria depender mais da genialidade individual dos “talentosos, imperdíveis ou gurus”, mas da estrutura emergente das redes de cooperação e inovação que interconectam pessoas e idéias gerando inovações.

Todavia, para avançar no conhecimento e desenvolvimento das redes de cooperação e inovação é preciso contar com métodos científicos e não meramente retóricos ou metafóricos.

2053402123_171fa3ff41Neste sentido, a Análise de Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA – se posiciona como uma metodologia cientificamente validada que permite visualizar e mensurar as redes de cooperação e inovação dentro das organizações e entre elas e seus stakeholders, tornando visíveis as redes humanas de inovação e ajudando a aprimorá-las.

Através desta metodologia – aliada com a análise profunda da cultural organizacional conhecida como Antropologia Organizacional – é possível diagnosticar, como um raio-x, a topografia da rede organizacional, identificando os clusters e indivíduos que afetam positiva ou  negativamente a cooperação, inovação e motivação organizacional. 

Uma organização que goza de boa saúde em termos de cooperação e inovação tende a apresentar redes densas e coesas dentro dos seus departamentos chaves e, sobretudo, entre eles, extraindo o máximo da capacidade criativa inerente ao seu capital humano em rede.

posicionamento3Contudo, para inovar, as organizações modernas precisam desenvolver diversos vínculos externos, transcendendo o super-ego organizacional – do estilo “nós temos os melhores e não precisamos de mais ninguém” – e gerando colaborações com os mais diversos stakeholders. Exemplos disso são as organizações cujo core business é a inovação e que, para tanto, investem fortemente na criação de parcerias estratégicas envolvendo fornecedores, comunidade e  institutos de pesquisa.

O sociólogo americano Mark Granovetter denominou estes vínculos externos como “fracos”, por tratar-se de conexões menos próximas e freqüentes que as desenvolvidas internamente. Ele descobriu que na hora de cooperar e inovar são estes vínculos os mais efetivos para acessar novas informações e desenvolver novas idéias, uma tese que plasmou no seu famoso artigo “A fortaleza dos vínculos fracos” (Granovetter, 1973), considerado uns dos trabalhos mais influentes da sociologia moderna.

Assim, vemos que a inovação requer uma gestão estratégica e sistêmica das poderosas redes sociais dentro e fora da organização, onde a Análise de Redes Organizacionais (ONA) – junto com a Antropologia Organizacional – se posiciona como uma abordagem sólida de diagnóstico e desenvolvimento da inovação em organizações que procuram atingir esse estado de genialidade coletiva.

(Por Ignacio García – antropólogo organizacional e sócio fundador da Tree Branding, empresa de consultoria que integra Branding com Desenvolvimento Organizacional através de um enfoque baseado no capital social)

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intangívelHá cerca de um ano e meio atrás, a Microsoft apresentou proposta de aquisição do Yahoo. A oferta foi de 44,6 bilhões de dólares o que equivale a 31 dólares por ação, um ágio de 62% com relação ao preço de fechamento das ações do Yahoo na Nasdaq, no dia 31/01/2008.

Daí vem as perguntas: “Quanto vale uma empresa da nova economia ? Como medir o seu valor nos tempos atuais ?”.

Para isso, precisamos entender a mudança que estamos passando atualmente na economia e na sociedade. Uma transformação que, segundo Peter Drucker, iniciou-se há, pelo menos, dois séculos com a aplicação do conhecimento ao conhecimento e trazendo a necessidade de uma gerência eficaz.

Como Drucker escreveu em seu livro “Sociedade Pós-Capitalista”: “A cada dois ou três séculos ocorre na história ocidental uma grande transformação. Em poucas décadas, a sociedade se reorganiza – sua visão do mundo, seus valores básicos, sua estrutura social e política, suas artes, suas instituições mais importantes. Depois de cinqüenta anos, existe um novo mundo. E as pessoas nascidas nele não conseguem imaginar o mundo em que seus avós viviam e no qual nasceram seus pais.”

Você pode estar perguntando: “Qual é a relação dessa transformação com a introdução do texto sobre a proposta de aquisição do Yahoo pela Microsoft ?”

Tem tudo a ver porque essas transformações mudaram a maneira como os negócios são avaliados hoje. No século passado uma empresa era composta de 85% de capital tangível como valores financeiros e patrimônio (máquinas, mobiliário…), e os 15% restantes da empresa era capital intangível (conhecimento). Neste século, esses percentuais inverteram-se, passando a empresa ser composta de 85% de capital intangível, conforme figura abaixo. Isso explica o porque da Microsoft fazer uma proposta de aquisição com valor de 62% acima do valor de mercado do Yahoo. Proposta essa que não foi aceita pelo conselho de diretores do Yahoo que considerou baixa a proposta.

Diante dessa mudança, onde os ativos intangíveis passaram a ser preponderantes sobre os ativos tangíveis, a dificuldade está em estabelecer qual o valor real de uma empresa. O instrumento atualmente utilizado para medir o valor das empresas é a contabilidade que tem como função prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do patrimônio da empresa, segundo o Conselho Federal de Contabilidade.

Note que o foco está em patrimônio, onde podemos supor que a contabilidade atual consegue definir o valor de uma empresa do século passado, mas não está adaptada para medir o valor de uma empresa do século XXI. Realidade essa referendada pelo mercado acionário que, há muito tempo, sinaliza que os registros e balanços contábeis não decidem mais o valor das companhias. O humor do mercado de ações varia muito mais em função das novidades intangíveis do que evolução dos indicadores financeiros.

Tomemos como exemplo uma empresa de consultoria. Como poderemos avaliar o valor de uma empresa de consultoria ? Pelos móveis e computadores existentes ou pelo conhecimento e experiência dos consultores da empresa ?

E no caso do Yahoo ? O que a Microsoft comprará ? Mesas, cadeiras, computadores, prédios ? Claro que não. Ela está comprando a capacidade de inovação do Yahoo e uma estrutura de serviços para fazer frente ao seu principal concorrente que é o Google, além de entrar de vez no mercado de Internet.

A pergunta é: “Caso a proposta de aquisição seja feita, O que faria a Microsoft se os colaboradores do Yahoo resolverem pedir demissão ou receberem uma proposta de maiores benefícios por parte do Google ?”

O que podemos notar é que o capital intelectual (intangível) tem um peso muito maior no século XXI do que no século passado. A dificuldade estará em estabelecer padrões que possam medir a importância desse capital para o desempenho e geração de lucros pelas empresas.

Como disse Peter Drucker: “A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.”

O desafio está lançado. Para finalizar, uma última pergunta: “Nossos gestores estão preparados para administrar esse capital e transformá-los em resultados ?”

Veja também

https://nosda18.wordpress.com/2009/03/11/contratos-de-prestacao-de-servicos-na-era-do-conhecimento/

https://nosda18.wordpress.com/2009/05/21/o-bndes-e-os-ativos-intangiveis/

https://nosda18.wordpress.com/2009/05/27/como-calcular-o-valor-percebido-da-sua-empresa/

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invencaoQuando se fala em inovação, logo vem à mente grandes mudanças, descobertas sensacionais, pessoas altamente criativas, que têm “estalos” brilhantes. Claro que os grandes inventores representam um papel primordial para a humanidade, com descobertas que muitas vezes mudaram o rumo da vida humana.

Entretanto, quando se fala em inovação nas empresas, temos necessidade de analisar o termo sob um outro ângulo. Em primeiro lugar, vamos analisar a diferença entre invenção e inovação: invenção é a criação de algo totalmente novo e que nem sempre é colocado no mercado. O mundo está cheio de invenções que nunca saíram do papel ou da prateleira. Já a inovação é quando algo de novo, não necessariamente recém descoberto, chega ao mercado. Assim, inovação é algo criado para ser distribuído, comercializado.

As inovações, de forma geral, são classificadas como disruptivas e incrementais. As disruptivas são aquelas que representam algo de inédito, um produto ou processo inteiramente novo. Já as inovações incrementais são as modificações inéditas feitas também em produtos ou processos, mas que não significam a ruptura com o já existente e sim acréscimos e melhorias sobre o que já está em prática.

(mais…)

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Estou reproduzindo abaixo uma matéria bem legal da ResultOn sobre avaliação de intangíveis:

Marca, know-how, ambiente de trabalho, patentes, capital intelectual, inovação, recursos humanos. Toda empresa é o resultado da soma de seus ativos tangíveis e intangíveis. Levando em consideração que os tangíveis são todos aqueles bens físicos, como calcular os intangíveis? Como obter os resultados que mostram o quanto sua empresa vale no mercado? Diversas teorias e cálculos podem ajudar na hora de saber o quanto você vale.

Lei No Brasil, a Lei 11.638/2007 regulariza o cálculo do intangível apenas como demonstrativo. Por isso, seus valores não servem como base para cobrança de impostos ou de qualquer outra contribuição tributária.

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 Quem são eles?

Os ativos intangíveis são tudo aquilo que não é físico. Investidores recorrem a eles para avaliar o potencial competitivo dos empreendimentos, e nos EUA sua mensuração é obrigatória. Por aqui, apenas as grandes companhias precisam apresentá-los em seus balanços patrimoniais. Mas as pequenas também podem usar os intangíveis para medir o próprio potencial. Por isso,
pedimos a Eduardo Kayo, professor de Administração na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, para elaborar uma lista com os ativos intangíveis essenciais a qualquer empresa. Veja abaixo:

Alguns ativos intangíveis

Ativos humanos

– Conhecimento, capacidade, talento, habilidade e experiência
– Empregados-chave
– Treinamento e desenvolvimento

Ativos de inovação

– Pesquisa e desenvolvimento
– Patentes
– Fórmulas secretas
– Know-how tecnológico

Ativos estruturais

– Processos
– Softwares proprietários
– Banco de dados
– Sistema de informação
– Sistemas administrativos
– Inteligência de mercado
– Canais de mercado

Ativos de relacionamento

– Marcas, logos e trademarks
– Direitos autorais
– Contratos de clientes, fornecedores, licenciamentos e franquias
– Direitos de exploração mineral e de água, entre outros

Mensurar os ativos intangíveis mostra qual é o valor da empresa percebido pelo mercado. Exemplo clássico disso é o da Coca-Cola. Somando-se suas fábricas, caminhões, maquinários etc., tem-se uma empresa que vale US$ 6 bilhões. Computando-se os ativos intangíveis (como a marca), o valor salta para US$120 bilhões.

Calcule

Alguns ativos, como a marca, são difíceis de precificar ou quantificar. “Muitos dizem que a diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de uma empresa seria equivalente ao intangível, mas essa é uma definição extremamente simplista”, observa Kayo.

O cálculo dos ativos depende de muitas variáveis, como, por exemplo, o valor intrínseco e o valor de mercado da empresa. O valor de mercado é fácil de descobrir quando a empresa possui ações na bolsa ou olhando-se o balanço no fim do ano. Já o intrínseco depende do fluxo de caixa que o investidor espera possuir no futuro. Para se chegar ao valor intrínseco, usa-se a seguinte fórmula:

formula
Vi
= valor intrínseco do ativo ou da empresa
FC
= fluxo de caixa esperado para o período t
k = taxa de desconto adequada ao risco do ativo ou da empresa
t = período correspondente ao fluxo de caixa

Mercado

Há quem ganhe dinheiro calculando o valor dos intangíveis das empresas. É o caso da Intcom, startup carioca que, apesar de não divulgar seu faturamento, conseguiu fechar negócio com a Vale, a Mongeral e a Wilson, Sons no último ano. Sua metodologia procura medir os ativos intangíveis a partir da percepção humana. Observando grupos – podem ser funcionários que participaram de um curso, por exemplo – e coletando opiniões, a Intcom chega ao dado que informa se o curso resultou em aumento da produtividade. “Esses ativos não estão refletidos nas demonstrações financeiras, mas se transformam em benefícios quando associados a alguma atividade ou ação da companhia”, defende Álvaro Antunes, sócio da empresa. Os intangíveis parecem ser um movimento do mercado para atribuir valor ao que há de humano nas empresas. Como conclui José Roberto Martins, dono da GlobalBrands: “O cálculo do valor das empresas não envolve apenas o levantamento de números ou da sua contabilidade, o que é até fácil. Difícil é apurar informações que revelem o que as pessoas querem realmente saber e o que torna os negócios valiosos na sociedade do conhecimento: valores humanos, associados a flexibilidade, inteligência e capacidade de adaptação rápida ao mercado; poder de inovação e comercialização de soluções em tempo rápido; infraestrutura de negócios associada a uma marca forte”.

Fonte: ResultOn

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Pessoal,

Visitando o site abaixo pode-se ter acesso a diversos artigos da mais importante conferência mundial sobre a Web, que este ano foi realizada em Nadrid. Assuntos que estamos estudando para o nosso projeto final, tais como Web 2.0, Redes Sociais, Inovação… possuem material bem interessante no site, que vale a pensa ler.

http://www2009.org

Um abraço,

Luciana

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metapostEm maio/2008 um grupo de acadêmicos, consultores, empreendedores de renome se reuniram e desenvolveram um mapa da reinvenção da gestão, definindo grandes metas para a administração promover a sua revolução.

Esse grupo, liderado pelo Gary Hamel (*) se entitularam de Brigada de Renegados e se focaram em responder as seguintes perguntas:
a) Que providências devem ser tomadas para criarmos organizações realmente preparadas para o futuro ?
b) Que prioridades seríam críticas para os pioneiros dessa administração do futuro ?

As grandes metas definidas por eles foram:
01) Garantir que o trabalho de gestão sirva a um propósito maior
02) Inserir plenamente a idéia de comunidade e cidadania em sistemas de gestão
03) Reconstruir as bases filosóficas da administração
04) Eliminar patologias da hierarquia
05) Diminuir o medo e aumentar a confiança
06) Reinventar os meios de controle
07) Redefinir o papel da liderança
08) Ampliar e explorar a diversidade
09) Reinventar a criação da estratégia como processo emergente
10) Desestruturar e desagregar a organização
11) Reduzir drasticamente o apelo do passado
12) Dividir o trabalho de definir rumos
13) Estabelecer indicadores holísticos
14) Ampliar horizontes de tempo e perspectivas de executivos
15) Criar uma democracia de informação
16) Fortalecer renagados e desarmar reacionários
17) Ampliar o escopo da autonomia pessoal
18) Criar mercados internos de idéias, talentos e recursos
19) Despolitizar a tomada de decisões
20) Otimizar melhor trade-offs
21) Explorar ainda mais a imaginação humana
22) Viabilizar comunidades de “paixão”
23) Reaparelhar gerentes para um mundo aberto
24) Humanizar linguagem e prática dos negócios
25) Recapacitar mentes gestoras

(*) Gary Hamel é atualmente professor convidado de Estratégia e Gestão Internacional da London Business School, co-fundador da consultora internacional Strategos e diretor do Management Innovation Lab. Tem escrito artigos para jornais e revistas na área da gestão como, por exemplo, a Harvard Buiness Review, o Wall Street Journal e o Financial Times. Gary Hammel é considerado o guru da estratégia pela revista Economist, o maior especialista em estratégia de negócios pela revista Fortune e um inovador da gestão sem par pelo jornal Financial Times.

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dicionarioNo link abaixo vocês terão acesso ao dicionário elaborado pela Professora Márcia Regina Sawaya, da FATEC-SP (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo).

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O dicionário contém mais de 11 mil verbetes !

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